Informativos

Drenagem do Rio Tubarão: verba é ampliada

Postada em 25/06/2010

TUBARÃO – Os R$ 4,9 milhões do governo federal para as obras de macrodrenagem na margem esquerda em Tubarão foram considerados insuficientes pela Caixa Econômica Federal. Com isso, os valores foram revistos para R$ 6,2 milhões e o projeto pode ser finalmente aprovado nos próximos dias. O que se estuda agora é como a prefeitura irá desembolsar a diferença.

Tivemos uma reunião com os técnicos da Caixa Econômica esta semana para discutir mais alguns pontos. Definimos o valor do aditivo e apresentamos mais alguns documentos que foram pedidos. Acreditamos que logo o recurso será liberado, ou pelo menos teremos a autorização para fazer o edital e lançar a licitação das obras, explica o vice-prefeito Pepê Collaço (PP).

Os recursos de R$ 6,2 milhões serão utilizados para a macrodrenagem nos bairros Dehon e Humaitá e a instalação de duas estações elevatórias (na cabeceira das pontes Nereu Ramos – avenida Padre Geraldo Spettmann, e no Morrotes). Estes recursos foram garantidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um encontro com prefeitos em janeiro de 2009, após as enchentes de novembro de 2008 e janeiro de 2009 que afetaram Santa Catarina.

E estes não devem ser os únicos recursos vindos do governo federal. A prefeitura tem até terça-feira para apresentar o pré-projeto da macrodrenagem da margem direita em Brasília. Estamos solicitando R$ 20 milhões para o PAC 2 para obras de drenagem que atenderão Vila Moema, Recife e Oficinas (próximo ao Noroeste e no loteamento Meneghel) na margem direita; e para o bairro Humaitá de Cima, na margem esquerda. Vamos apresentar o pré-projeto e, recebendo o aval dos recursos, os projetos definitivos serão providenciados, afirma o vice-prefeito.

Recursos para redragagem podem vir para duas cidades

TUBARÃO – Laguna e Tubarão poderão receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 para a redragagem do Rio Tubarão. Cada município receberia R$ 25 milhões e, com isso, a obra de desassoreamento do rio poderia ser agilizada. A possibilidade de inclusão das duas cidades foi levantada esta semana pelo secretário nacional de Saneamento, Leodegar Tiscoski.

A obra foi avaliada inicialmente em R$ 80 milhões, mas já se sabe que ela pode ser reduzida para R$ 50 milhões. Se os recursos saírem só para Tubarão a redragagem teria que ser feita em etapas, duas até três fases, com a primeira incluída no PAC 2, com recursos entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. Em conversa com Leodegar esta semana, ele sugeriu uma alternativa: o rio não afeta só Tubarão, então poderíamos solicitar recursos para um outro município também, explica o vice-prefeito de Tubarão, Pepê Collaço (PP).

A indicação de Laguna se deve ao fato do município estar na foz do Rio Tubarão e também pela população. Estimativas do IBGE apontam que em 2009 a Cidade Juliana tinha 51.691 habitantes, e se encaixaria nas exigências do PAC. Vamos marcar uma reunião com o prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), para discutir o assunto, saber o interesse do município em buscar este recurso junto com Tubarão, revela Pepê. A batimetria realizada no ano passado por técnicos do Deinfra e da Cidasc aponta que 40% da calha do Rio Tubarão está assoreada. A proposta de redragagem contempla a área entre a ponte Ferraz-Cavalcanti e a foz do Rio Tubarão, em Laguna, cerca de 28 Km.

Fonte: Amanda Menger - Diário do Sul

Mais informativos